23.9.06
Burocracias cá do burgo
... Num arquipélago maravilhoso e deserto, no meio do nada, naufragaram as seguintes pessoas:
- Dois italianos e uma italiana;
- Dois franceses e uma francesa;
- Dois alemães e uma alemã;
- Dois gregos e uma grega;
- Dois ingleses e uma inglesa
- Dois búlgaros e uma búlgara;
- Dois japoneses e uma japonesa;
- Dois chineses e uma chinesa;
- Dois americanos e uma americana
- Dois irlandeses e uma irlandesa;
- Dois portugueses e uma portuguesa;
... Passado um mês, nestas ilhas absolutamente maravilhosas, no meio do nada, passava-se o seguinte:
- Um italiano matou o outro italiano por causa da italiana;
- Os dois franceses e a francesa vivem felizes juntos num menage-à-trois;
- Os dois alemães marcaram um horário rigoroso de visitas alternadas a alemã;
- Os dois gregos dormem um com o outro e a grega limpa e cozinha para eles;
- Os dois ingleses aguardam que alguém os apresente à inglesa;
- Os dois búlgaros olharam longamente para o oceano, depois olharam longamente para a búlgara e começaram a nadar;
- Os dois japoneses enviaram um fax para Tóquio e aguardam instruções;
- Os dois chineses abriram uma farmácia/bar/restaurante/lavandaria, e engravidaram a chinesa para lhes fornecer empregados para a loja.
- Os dois americanos estão a equacionar as vantagens do suicídio porque a americana só se queixa do seu corpo, da verdadeira natureza do feminismo, de como ela é capaz de fazer tudo o que eles fazem, da necessidade de realização, da divisão de tarefas domésticas, das palmeiras e da areia que a fazem parecer gorda, de como o seu último namorado respeitava a opinião dela e a tratava melhor do que eles, como a sua relação com a mãe tinha melhorado e de que, pelo menos, os impostos baixaram e também não chove...
- Os dois irlandeses dividiram a ilha em Norte e Sul e abriram uma destilaria. Eles não se lembram se sexo está no programa por ficar tudo um bocado embaciado depois de alguns litros de whisky de coco. Mas estão satisfeitos porque, pelo menos, os ingleses não se estão a divertir...
- Quanto aos dois portugueses, mais a portuguesa que também se encontravam na ilha, até agora não se passou nada porque os dois portugueses resolveram constituir uma comissão encarregada de decidir qual dos dois homens seria autorizado a requerer por escrito o estabelecimento de contactos íntimos com a mulher. Acontece que a comissão já vai na 17ª reunião e até agora ainda nada se decidiu, até porque falta ainda aprovar as actas das 5 últimas
reuniões, sem o que o processo não poderá andar para a frente. Vale ainda a pena referir que, de todas as reuniões, 3 foram dedicadas a eleger o presidente da comissão e respectivo assessor, 4 ficaram sem efeito dado ter-se chegado à conclusão que tinham sido violados alguns princípios de procedimento administrativo, 8 foram dedicadas a discutir e elaborar o regulamento de funcionamento da comissão e 2 foram dedicadas a aprovar esse mesmo regulamento. É ainda notável que muitas das reuniões não puderam ser realizadas ou concluídas, já que duas não continuaram por falta de quorum, uma ficou a meio em sinal de protesto por Timor e 5 coincidiram com feriados ou dias de ponte.
- Dois italianos e uma italiana;
- Dois franceses e uma francesa;
- Dois alemães e uma alemã;
- Dois gregos e uma grega;
- Dois ingleses e uma inglesa
- Dois búlgaros e uma búlgara;
- Dois japoneses e uma japonesa;
- Dois chineses e uma chinesa;
- Dois americanos e uma americana
- Dois irlandeses e uma irlandesa;
- Dois portugueses e uma portuguesa;
... Passado um mês, nestas ilhas absolutamente maravilhosas, no meio do nada, passava-se o seguinte:
- Um italiano matou o outro italiano por causa da italiana;
- Os dois franceses e a francesa vivem felizes juntos num menage-à-trois;
- Os dois alemães marcaram um horário rigoroso de visitas alternadas a alemã;
- Os dois gregos dormem um com o outro e a grega limpa e cozinha para eles;
- Os dois ingleses aguardam que alguém os apresente à inglesa;
- Os dois búlgaros olharam longamente para o oceano, depois olharam longamente para a búlgara e começaram a nadar;
- Os dois japoneses enviaram um fax para Tóquio e aguardam instruções;
- Os dois chineses abriram uma farmácia/bar/restaurante/lavandaria, e engravidaram a chinesa para lhes fornecer empregados para a loja.
- Os dois americanos estão a equacionar as vantagens do suicídio porque a americana só se queixa do seu corpo, da verdadeira natureza do feminismo, de como ela é capaz de fazer tudo o que eles fazem, da necessidade de realização, da divisão de tarefas domésticas, das palmeiras e da areia que a fazem parecer gorda, de como o seu último namorado respeitava a opinião dela e a tratava melhor do que eles, como a sua relação com a mãe tinha melhorado e de que, pelo menos, os impostos baixaram e também não chove...
- Os dois irlandeses dividiram a ilha em Norte e Sul e abriram uma destilaria. Eles não se lembram se sexo está no programa por ficar tudo um bocado embaciado depois de alguns litros de whisky de coco. Mas estão satisfeitos porque, pelo menos, os ingleses não se estão a divertir...
- Quanto aos dois portugueses, mais a portuguesa que também se encontravam na ilha, até agora não se passou nada porque os dois portugueses resolveram constituir uma comissão encarregada de decidir qual dos dois homens seria autorizado a requerer por escrito o estabelecimento de contactos íntimos com a mulher. Acontece que a comissão já vai na 17ª reunião e até agora ainda nada se decidiu, até porque falta ainda aprovar as actas das 5 últimas
reuniões, sem o que o processo não poderá andar para a frente. Vale ainda a pena referir que, de todas as reuniões, 3 foram dedicadas a eleger o presidente da comissão e respectivo assessor, 4 ficaram sem efeito dado ter-se chegado à conclusão que tinham sido violados alguns princípios de procedimento administrativo, 8 foram dedicadas a discutir e elaborar o regulamento de funcionamento da comissão e 2 foram dedicadas a aprovar esse mesmo regulamento. É ainda notável que muitas das reuniões não puderam ser realizadas ou concluídas, já que duas não continuaram por falta de quorum, uma ficou a meio em sinal de protesto por Timor e 5 coincidiram com feriados ou dias de ponte.
22.9.06
21.9.06
À redescoberta da bicicleta
Tudo começou em finais de 70, onde me lembro bem da felicidade que senti quando finalmente consegui o equilíbrio em duas rodas e pude dizer: Eu sei andar de bicicleta! Mais tarde (1981), com a minha primeira bicicleta, uma BMX oferecida pelos pais, percorri todos os caminhos e montes dos locais onde passava férias. Por volta dos 15 anos, com o meu primeiro salário, comprei a minha outra bicicleta, de ciclismo, talvez por ter visto ao vivo uma etapa da Volta a Portugal, na Costa Nova em Aveiro. Devo dizer que foi bastante bonito ver todas as “máquinas” a brilhar ao sol, o colorido dos equipamentos e a camaradagem entre os particpantes. Com o passar dos anos, a estética das BTT aliada à facilidade de usar as mudanças o que permitia subir encostas “na boa”, fizeram-me querer uma bicicleta destas.
Desde então, guardo comigo algumas BTT com mais de 5 anos (da minha irmã, da minha namorada que ainda está a aprender a andar de bicicleta e a minha, oferecida por uma marca de esquentadores, do género da dos “hipermercados”), para além da de ciclismo e a BMX, chegando a usar a minha há cerca de 2 anos para ir e vir do trabalho. Depois disso, tem estado na varanda á chuva no Inverno. Apanhou alguma ferrugem, os travões Cantilever já chiam, os pneus têm marcas de “cieiro”, etc. Foi mesmo descuido.
Há cerca de 3 semanas, após uma partida de ténis cancelada, enchi-me de coragem e toca a passear de bike com um amigo. Peguei na minha BTT, a tal com ferrugem, enchi-lhe os pneus, limpei-lhe o pó, pus óleo na corrente e toca a andar. Devo dizer que adorei! O centro de Aveiro, com as suas ciclovias feitas de propósito para as bicicletas, o caminho paralelo ao IP5 e junto à Ria, enveredando-se de seguida em direcção a Ilhavo, e depois Vagos, com passagem pela Vista Alegre. Sempre com o rio por perto, segue-se depois para a Praia da Vagueira. Daí até á Costa Nova é um “esticão” pelo alcatrão e a paisagem terá que ter obrigatoriamente uma ciclovia para ligar estes dois pontos. Aproveita-se o Mercado para se comprar alguns camarões e fruta, faz-se um piquenique junto ao Cais onde param os moliceiros e regressa-se a casa, cansado mas muito feliz, ansiando por um próximo passeio, mas desta vez com mais fotografias.
Tal passeio fez-me voltar a interessar pelas bicicletas, a ponto de pegar na minha BMX antiga, retirar a antiga pintura, comprar-lhe acessórios novos no valor de 17,00 € (travões, corrente, pedais e lata de tinta) e voilá, tenho uma nova bicicleta que entretanto serviu para eu intensificar as aulas à minha namorada, que também ficou entusiasmada com o renascer do meu interesse pelas bicicletas.
BMX antes

e BMX depois
Desde então, guardo comigo algumas BTT com mais de 5 anos (da minha irmã, da minha namorada que ainda está a aprender a andar de bicicleta e a minha, oferecida por uma marca de esquentadores, do género da dos “hipermercados”), para além da de ciclismo e a BMX, chegando a usar a minha há cerca de 2 anos para ir e vir do trabalho. Depois disso, tem estado na varanda á chuva no Inverno. Apanhou alguma ferrugem, os travões Cantilever já chiam, os pneus têm marcas de “cieiro”, etc. Foi mesmo descuido.
Há cerca de 3 semanas, após uma partida de ténis cancelada, enchi-me de coragem e toca a passear de bike com um amigo. Peguei na minha BTT, a tal com ferrugem, enchi-lhe os pneus, limpei-lhe o pó, pus óleo na corrente e toca a andar. Devo dizer que adorei! O centro de Aveiro, com as suas ciclovias feitas de propósito para as bicicletas, o caminho paralelo ao IP5 e junto à Ria, enveredando-se de seguida em direcção a Ilhavo, e depois Vagos, com passagem pela Vista Alegre. Sempre com o rio por perto, segue-se depois para a Praia da Vagueira. Daí até á Costa Nova é um “esticão” pelo alcatrão e a paisagem terá que ter obrigatoriamente uma ciclovia para ligar estes dois pontos. Aproveita-se o Mercado para se comprar alguns camarões e fruta, faz-se um piquenique junto ao Cais onde param os moliceiros e regressa-se a casa, cansado mas muito feliz, ansiando por um próximo passeio, mas desta vez com mais fotografias.
Tal passeio fez-me voltar a interessar pelas bicicletas, a ponto de pegar na minha BMX antiga, retirar a antiga pintura, comprar-lhe acessórios novos no valor de 17,00 € (travões, corrente, pedais e lata de tinta) e voilá, tenho uma nova bicicleta que entretanto serviu para eu intensificar as aulas à minha namorada, que também ficou entusiasmada com o renascer do meu interesse pelas bicicletas.
BMX antes

e BMX depois










